MINHA HISTÓRIA
Querida companheira de jornada,
Se você chegou até esta página, talvez esteja buscando o que eu mesma procuro todos os dias: um lugar onde a maternidade atípica não seja apenas sobre "superar desafios", mas sobre aprender a dançar na chuva — mesmo quando a tempestade parece interminável.
Esta é a minha história real, cheia de dias bons e ruins, e o motivo pelo qual este blog nasceu do chão de brinquedos da minha sala.
Quando o Ravi começou a mostrar que seu ritmo era diferente, eu ainda estava aprendendo a ser mãe. Hoje, ele é meu guia:
Mas em cada terapia, em cada tentativa frustrada, em cada noite de cansaço profundo, eu não vi um problema. Vi a lição mais importante: existem mil formas de existir, e todas são válidas.
✨ Do Chão da Sala ao Ativismo
Percebi algo fundamental enquanto tentava fazer Ravi comer um legume ou enquanto o segurava durante mais uma crise: nossa solidão é coletiva.
A mãe que não sabe como ajudar o filho a subir escadas, a que chora porque a criança só come 3 alimentos, a que é julgada no supermercado — todas nós somos irmãs nessa guerra silenciosa.
Comecei do zero. Primeiro, anotações no celular entre crises. Depois, conversas com mães nas salas de espera. Por fim, a coragem de dizer: "Se ninguém fala sobre os dias ruins, vamos falar nós mesmas."
O que você vai encontrar aqui:
- 🤗 Colo virtual: Para a mãe que segura o filho durante 40 minutos de birra.
- 🆘 Receita de sobrevivência: Para quem só tem 3 alimentos no cardápio.
- 📖 Manual de instruções: Para escadas, botões e conquistas motoras.
- 📢 Um Grito: Que ecoa "meu filho tem valor exatamente como é".
🏆 As Conquistas (Medidas em Centímetros)
Este espaço já se tornou um diário das mães que contam os segundos até a próxima terapia e um glossário de termos que aprendemos na marra: integração sensorial, PECS, estereotipias...
Mas a maior conquista? Cada "obrigada" que recebo. Cada mensagem que diz "meu filho também só come arroz e frango". Cada compartilhamento de uma dica que funcionou na escada.
✍️ EXERCÍCIO: SUA REALIDADE TAMBÉM IMPORTA
Pegue um caderno (ou o bloco de notas) e responda agora:
1. Qual foi a pequena vitória desta semana que ninguém "de fora" entenderia?
2. O que seu filho te ensinou que nenhum livro ensinaria?
3. Se você criasse um "manual de sobrevivência" hoje, qual seria a regra nº 1?
(Essas respostas são sementes para a sua própria cura).
🔮 O Futuro: Degrau por Degrau
Meu sonho é um mundo onde Ravi não precise se adaptar o tempo todo. Onde sua hiperatividade seja vista como energia. Onde sua fala vença no seu tempo. Onde ele possa simplesmente ser.
Por que continuo, mesmo cansada?
Porque Ravi, com seus 4 anos de pura essência, me mostra que a pressa é inimiga da conexão. Porque acredito que nossas lutas diárias são políticas e nosso amor é resistência.
Este blog é minha mão estendida no escuro. É meu "eu também estou na sala de espera".
Com amor, cansaço e esperança,
Cibely Souza
Mãe do Ravi, Engenheira e Aprendiz diária do universo atípico.
Minha vivência é empírica, mas busco sempre apoio na ciência. Estudos sobre Parentalidade Atípica e Resiliência Familiar (Walsh, 2006) fundamentam nossa troca aqui.
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