MINHA HISTÓRIA

Querida companheira de jornada,

Se você chegou até esta página, talvez esteja buscando o que eu mesma procuro todos os dias: um lugar onde a maternidade atípica não seja apenas sobre "superar desafios", mas sobre aprender a dançar na chuva — mesmo quando a tempestade parece interminável.

Esta é a minha história real, cheia de dias bons e ruins, e o motivo pelo qual este blog nasceu do chão de brinquedos da minha sala.

👶 O Professor de 4 Anos

Quando o Ravi começou a mostrar que seu ritmo era diferente, eu ainda estava aprendendo a ser mãe. Hoje, ele é meu guia:

🧩 Psicomotricidade: Conquistada degrau por degrau.
💬 Fala: Sílabas soltas que chegam como presentes raros.
🥦 Alimentação: Uma negociação delicada a cada refeição.
🌪️ Energia: Hiperatividade que é vento constante em casa.

Mas em cada terapia, em cada tentativa frustrada, em cada noite de cansaço profundo, eu não vi um problema. Vi a lição mais importante: existem mil formas de existir, e todas são válidas.

"A maternidade atípica não é sobre fazer ele caber no mundo — é sobre criar um mundo que caiba nele."

✨ Do Chão da Sala ao Ativismo

Percebi algo fundamental enquanto tentava fazer Ravi comer um legume ou enquanto o segurava durante mais uma crise: nossa solidão é coletiva.

A mãe que não sabe como ajudar o filho a subir escadas, a que chora porque a criança só come 3 alimentos, a que é julgada no supermercado — todas nós somos irmãs nessa guerra silenciosa.

Comecei do zero. Primeiro, anotações no celular entre crises. Depois, conversas com mães nas salas de espera. Por fim, a coragem de dizer: "Se ninguém fala sobre os dias ruins, vamos falar nós mesmas."

O que você vai encontrar aqui:

  • 🤗 Colo virtual: Para a mãe que segura o filho durante 40 minutos de birra.
  • 🆘 Receita de sobrevivência: Para quem só tem 3 alimentos no cardápio.
  • 📖 Manual de instruções: Para escadas, botões e conquistas motoras.
  • 📢 Um Grito: Que ecoa "meu filho tem valor exatamente como é".

🏆 As Conquistas (Medidas em Centímetros)

Este espaço já se tornou um diário das mães que contam os segundos até a próxima terapia e um glossário de termos que aprendemos na marra: integração sensorial, PECS, estereotipias...

Mas a maior conquista? Cada "obrigada" que recebo. Cada mensagem que diz "meu filho também só come arroz e frango". Cada compartilhamento de uma dica que funcionou na escada.

✍️ EXERCÍCIO: SUA REALIDADE TAMBÉM IMPORTA

Pegue um caderno (ou o bloco de notas) e responda agora:

1. Qual foi a pequena vitória desta semana que ninguém "de fora" entenderia?

2. O que seu filho te ensinou que nenhum livro ensinaria?

3. Se você criasse um "manual de sobrevivência" hoje, qual seria a regra nº 1?

(Essas respostas são sementes para a sua própria cura).

🔮 O Futuro: Degrau por Degrau

Meu sonho é um mundo onde Ravi não precise se adaptar o tempo todo. Onde sua hiperatividade seja vista como energia. Onde sua fala vença no seu tempo. Onde ele possa simplesmente ser.

"Enquanto houver uma mãe ensinando o filho a subir escadas ou um 'não' sendo entendido como catástrofe — este blog terá razão de existir."

Por que continuo, mesmo cansada?

Porque Ravi, com seus 4 anos de pura essência, me mostra que a pressa é inimiga da conexão. Porque acredito que nossas lutas diárias são políticas e nosso amor é resistência.

Este blog é minha mão estendida no escuro. É meu "eu também estou na sala de espera".


Com amor, cansaço e esperança,

Cibely Souza
Mãe do Ravi, Engenheira e Aprendiz diária do universo atípico.

📚 Base Científica e Inspiração:

Minha vivência é empírica, mas busco sempre apoio na ciência. Estudos sobre Parentalidade Atípica e Resiliência Familiar (Walsh, 2006) fundamentam nossa troca aqui.

Comentários

Deixe sua opinião: