Telas e Infância: Um Guia de Equilíbrio para Nossas Famílias


Como transformar a relação das crianças com a tecnologia de forma saudável e consciente.

Vivemos em um mundo onde a tecnologia transformou profundamente nossos comportamentos e relacionamentos. Para nós, pais e mães, essa revolução traz facilidades incríveis, mas também desafios diários que muitas vezes passam despercebidos na correria da rotina.

Muitas de nós nos perguntamos sobre o impacto desse uso precoce. Será que estamos substituindo o contato humano pelo tecnológico? Por outro lado, há o orgulho de ver nossos pequenos "nativos digitais" dominando ferramentas que podem ser educativas.

Com base no guia da ABENEPI (Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil), trouxemos orientações para ajudar você a encontrar o equilíbrio, separando o mito da verdade.


⏳ O Tempo Ideal de Tela (Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria)

A dúvida número um é sempre sobre o tempo. "Quanto é muito?". Aqui estão as recomendações oficiais de segurança:

  • Menores de 2 anos: O ideal é não ter nenhum acesso a telas digitais.
  • Entre 2 e 5 anos: Máximo de 1 hora por dia.
  • Entre 6 e 12 anos: Limitar o uso a, no máximo, 2 horas por dia.
  • A partir dos 13 anos: O foco muda para a orientação e o diálogo sobre as experiências digitais e fora delas.

💡 Dica de Ouro: Evite sempre o uso noturno e antes de dormir para não prejudicar o descanso e a produção de melatonina.

🌱 Encontrando o Extraordinário Fora das Telas: Dicas Práticas

O objetivo não é demonizar a tecnologia, mas usá-la com consciência. O guia propõe atitudes simples que podem mudar a dinâmica da casa:

  1. Conheça o Mundo Deles: Não basta entregar o aparelho. Acompanhe quais jogos, aplicativos e sites seu filho frequenta e avalie se são adequados.
  2. Momentos Sagrados: Refeições são momentos de conexão. Evite telas durante o café, almoço e jantar.
  3. Higiene do Sono: Preserve as 8 a 9 horas de sono saudáveis, mantendo o quarto como um ambiente de descanso (zona livre de telas).
  4. Não ao Isolamento: Crianças e adolescentes não devem usar tecnologia isolados em seus quartos. Tente trazer o uso para áreas comuns da casa.
  5. Cuidado com Rankings: Jogos online com sistemas de classificação têm um alto poder viciante. Se a criança tem dificuldade em sair para não "perder posições", fique atenta.

🌳 O Mundo Real é Mais Rico

Uma das orientações mais bonitas do guia é o incentivo ao equilíbrio. Precisamos estimular atividades ao ar livre, a leitura e o tempo "offline".

"Celulares não são brinquedos. O recomendado é postergar ao máximo a idade para dar um smartphone próprio com acesso à internet ao seu filho."

Estabeleça momentos em família totalmente sem tecnologia — passeios e conversas onde os celulares ficam guardados.

📚 Para se Aprofundar

Se você sente que precisa de mais ajuda ou quer entender melhor sobre o uso abusivo, o guia recomenda as seguintes leituras:

  • Dependência de Internet em Crianças e Adolescentes (Kimberly S. Young)
  • Vivendo esse Mundo Digital (Cristiano Nabuco de Abreu)
  • O Menino Tecnológico (Adriana Zanonato)

Vamos juntas encontrar esse equilíbrio? O extraordinário pode estar em uma tarde no parque ou em uma leitura compartilhada no sofá, longe das notificações.


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